Entrevista a Folha Dirigida

FOLHA DIRIGIDA – 3 a 9 DE AGOSTO DE 2010

REDE PRIVADA Sugestão de financiamento para expandir EAD
Carlos Dias cobra Reforma no Ensino
ALESSANDRA BIZONI
alessandra.bizoni@folhadirigida.com.br

Membro do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro (CEE/RJ) de maio de 2007 a maio de 2008, diretor internacional de Infraestrutura da Câmara de Comércio do MERCOSUL e membro da Drug Watch International, o educador Carlos Dias defende uma grande reforma para melhorar a qualidade da educação fluminense, que tem amargado colocações ruins nas avaliações aplicadas pelo Ministério da Educação. No mês assado, dois dados deixaram a rede estadual em estado de alerta. A rede pública do Rio de Janeiro mantida pelo governo do Estado ficou em penúltimo lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio, ficando apenas na frente do Piauí. Além disso, no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as escolas estaduais ocuparam mais de 90% das piores posições. Carlos Dias defende uma reforma no sistema de ensino do Brasil que dê maior autonomia aos estados e que promova uma simbiose entre o setor público e o setor privado na educação básica. “Por que o ensino de pessoas carentes, que precisam de maior atenção do Estado, deve ser feito exclusivamente em escolas públicas? O Governo gasta de 15 a 20 milhões de reais na construção de cada unidade e depois não tem condições de selecionar os professores. Ao mesmo tempo, há vagas ociosas no período da tarde e da noite em escolas que são privadas ou filantrópicas. Por que não comprar vagas na rede privada?”, sugeriu Carlos Dias, cobrando salários melhores e valorização para o magistério. Nesse sentido, o autor da Lei do Ensino Religioso faz uma analogia com o Sistema Único de Saúde (SUS) que desenvolve convênios com vários hospitais filantrópicos. “Como funciona o SUS? Ele tem uma rede paralela para a qual a Constituição garante uma equidade em relação ao Sistema de Saúde Público, integrando pelas entidades filantrópicas. Eles contratam serviços de hospitais sem fins lucrativos. E por que não podemos fazer o mesmo na educação?”, assinalou.
Dentro deste contexto, Carlos Dias propõe, ainda, a concessão de crédito às instituições de ensino, principalmente para que as unidades consolidadas no mercado sejam estimuladas a investir em educação à distância. Em sua entrevista concedida à FOLHA DIRIGIDA, Carlos Dias destacou a importância do CEE/RJ para a melhoria da qualidade da educação fluminense, frisando a necessidade da concessão de maior autonomia ara o órgão. “O Conselho precisa ter autonomia administrativa e financeira, completou o ex-conselheiro”.

Comentários

  1. Carlos Dias, parabéns pelas propostas. Sou professor da rede pública do Estado do Rio de Janeiro. Realmente, são necessárias medidas urgentes. O professor do Estado hoje tem um salário inicial de cerca de R$700,00, daí o grande número de pedidos de exoneração. Além de políticas educacionais errôneas. O Conexão Educação, por exemplo, coloca um computador em cada sala de aula, através do qual se faz a chamada, registra o ponto do professor, se digita os conteúdos do dia etc. O que de certa forma é um desperdício, pois numa escola de médio porte, com cerca de 50 salas de aula, poderiam reunir todos estes pcs em duas únicas salas bem equipadas, onde o professor poderia levar suas turmas, dar aulas melhores, isto sim, faria a verdadeira inclusão digital.
    Professor José Antônio de Faria- Campos dos Goytacazes.

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  2. Gostaria de saber como posso colaborar com a sua propaganda...gostaria de panfletos para botar no meu prédio

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  3. Gosto muito da ideia de o Estado não investir em infra-estrutura ou contratação de pessoal, mas sim comprar vagas em escolas particulares. Isso, inclusive, favoreceria o direito dos pais de escolherem a escola mais adequada para seus filhos.

    No entanto, uma coisa me preocupa: para grande parcela das famílias, a merenda escolar é muito importante. Como ficaria isso, se a proposta de compra de vagas em escolas particulares fosse colocada em prática?

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  4. Prezado Danilo Badaró,a merenda estaria garantida no convênio com a escola. Não haveria qualquer diferença entre os benefícios dos alunos que os pais pagam para aqueles que seriam custeados pelo governo.

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  5. estou com voce em defesa da vida e da familia e de um melhor.

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