A Revolução Cultural

Diz um historiador que em História se prova o que quiser provar, basta dar ênfase aos fatos que corroboram as hipóteses defendidas. Assim, os historiadores marxistas interpretaram a história da humanidade dentro dos seus conceitos. Como uma camisa de força, "vestiram" os fatos e os interpretaram de acordo com o materialismo histórico, a luta de classes e outros princípios marxistas.


E mesmo com a queda do muro de Berlim, com o fim da URSS e do comunismo internacional as Ciências Sociais continuam impregnadas de tais fundamentos nas suas análises da história e do funcionamento da sociedade em geral.



Neste tipo de análise, a civilização ocidental inspirada na matriz ideológica judaica cristã é entendida como fator de perpetuação da exploração das camadas dominadas, da manutenção das desigualdades sociais e obstáculo para a revolução proletária. É um inimigo a ser combatido. Por isso o ódio contra a moralidade cristã. Os frankfurtianos, por exemplo, como Geoge Lukács e Antonio Gramsci já afirmavam desde a década de 1920 que o inimigo a ser combatido era a filosofia judaica cristã. E desde então a agenda de parte da esquerda internacional passou a ser quebrar os tais "tabus" ocidentais, como forma de destruir, esvaziar a civilização ocidental dos seus princípios cristãos. Penetraram nas universidades, cooptaram a intelectualidade, formaram a mídia e conquistaram postos no governo. Veja por exemplo quem exerce os cargos mais importantes no Brasil de hoje, desde a Presidência da República, passando pelos ministérios até chegar as secretarias especiais e as políticas públicas que desenvolvem e impõem para a nação, sem nenhuma consideração com a moralidade, a família e a defesa da vida.




Neste sentido é que tudo o que foi construído no Ocidente não tem valor. Pretendem derrubar os fundamentos da nossa sociedade: A Pedagogia Tradicional, a Fé e religiosidade do povo, o casamento fundado no matrimônio, a Lei Natural, o pecado original e a natureza decaída do ser humano e tantos outros valores que formaram o Ocidente. E o pior é que todo mundo absorve tudo isso por osmose, paulatinamente, sem nenhuma consciência crítica, inebriados pelo "novo", expresso em conceitos como a Pós Modernidade, tornando-se incapazes de esboçar quaisquer resistências.


José Antônio de Faria

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