Guerra no Plenário do Senado

Depois da covardia de Collor junto com o coadjuvante Wellington Salgado ao agredirem o Senador Pedro Simon, o limite do razoável já extrapolado no Senado, ampliou-se de forma inacreditável. Numa cena surreal, a figura impoluta de Renan Calheiros teve a ousadia de subir à tribuna do Senado, para num discurso cheio de ironias pouco finas, apresentar uma denúncia contra o Senador Arthur Virgílio ao mesmo Conselho de Ética que arquivou de forma sumária todas as representação contra o Senador Sarney. Vejam como se ataca, a qualquer um que se determina a enfrentar essa engrenagem de corrupção e podridão. Isso não é privilégio do Senado. Em todos os Estados da Federação é assim. Os que se opõem ao grande estado de controle da política por grupos mafiosos sofrem campanhas fortes de desacreditação.
Gostaria de assistir nestas próximas eleições um debate aberto e sincero sobre os rumos de nosso país. Não adianta apenas colar a economia na política dizendo que se compra mais e se tem crédito abundante e, por esta razão, tudo vai bem. Essa visão vai destruir as famílias brasileiras e a nossa responsabilidade é a de recuperar a força moral do argumento e defender uma ética cujos princípios estejam forjados não em valores de ocasião.

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