A Disputa pelo Poder em 2014

As notícias indicam que o país inicia o ano centrado mais fortemente nas eleições que ocorrerão em outubro. Embora, muitos ainda se preocupem unicamente com o desempenho da seleção brasileira na Copa de 2014 aqui no Brasil, isto não isenta o nosso país de enfrentar grandes e permanentes desafios em diversas áreas.

Vamos para uma eleição presidencial com uma economia se deteriorando, novamente com inflação alta e crescente e os maiores juros do mundo; com os níveis da educação pública ainda em baixa posição e na saúde uma verdadeira tragédia, que podemos assistir nos noticiários diários ou, infelizmente, tendo que recorrer à rede pública de saúde. Isto tudo comprovado por pesquisas qualitativas. A reprovação nestes itens é das mais fortes.

Como já nos referimos em outros programas mais de 30 milhões de brasileiros são analfabetos funcionais e as perspectivas de mudança deste quadro é quase nenhuma em curto prazo.

Na área da assistência social o governo não foi capaz de desenvolver um programa que integrasse a atenção ao hipossuficiente e à sua emancipação tornando-o um cidadão autônomo em sentido amplo.

As estatísticas no campo social revelam que a pobreza se mantém, mas em um nível que o governo acha satisfatório. Imaginem que esse governo considera que uma pessoa está fora da linha da miséria por ter renda mensal mínima de setenta reais. Considerando 22 dias úteis no mês, isto significa manter-se com três reais e vinte centavos aproximadamente por dia. Como isto é possível?

Um pouco da explicação para este quadro estarrecedor é que o Brasil é um dos países mais mal avaliado no campo da corrupção política no mundo. Estamos entre os 177 países avaliados no ranking da Transparência Internacional, na 72ª. posição.

Nas próximas eleições mais do que sermos campeões do mundo no futebol, de estádios superfaturados, devemos mostrar também ao mundo que queremos uma mudança moral de ordem política no país. Para isto, devemos seguir critérios objetivos de escolha de nossos representantes e me atrevo a indicar alguns: jamais apoiar por princípio defensores dos mensaleiros, apoiadores da legalização do aborto, defensores da união civil homossexual, defensores da legalização das drogas e da prostituição e jamais votar em comunistas históricos travestidos de defensores dos trabalhadores e da democracia.


Texto do Programa Opinião Católica do dia 07 de janeiro de 2014.

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