O Ministério da Defesa e a Compra de Armas

É um assunto extremamente complexo essa questão da aparente tentativa de modernizar e equipar as Forças Armadas brasileiras. É inegável a má vontade e o preconceito do PT e de seu governo com os militares. Isto vem de longe. Muito embora não se possa negar que Fernando Henrique Cardoso, quando criou o Ministério da Defesa, deixou uma indicação de terra, mar e ar de retaliação aos militares ao subordinar forças independentes a um comando único e, pior, a um civil.
Com os acontecimentos na Bolívia de Evo Morales, do gás e da refinaria da Petrobras, do Equador de Rafael Correa com ligações com as FARC e a tentativa de calote no BNDES conjugadas a indomável insensatez de Chaves da Venezuela forte ponto de desequilíbrio do continente, o pacífico Brasil, do pouco atento Lula, tem, agora, que se organizar com certa rapidez.
As tensões na geopolíticas são evidentes: ditaduras ditas constitucionais; tráfico de drogas crescente; tráfico de armas; envolvimento de governos com grupos extremistas e o surgimento de outras categorias de conflitos internos e externos como as dos minérios estratégicos, do programa nuclear, do programa aeroespacial e do próprio pré-sal. Mas, como quase tudo neste governo é um improviso só, a situação da compra de aviões franceses ganhou contornos políticos autoritários e não estratégicos, que podem criar embaraços a condução maior de uma reformulação de conceito do emprego das Forças Armadas e a pacificação de comando através do Ministério da Defesa.
O presidente Lula precisa ter serenidade ao tratar deste assunto, que embora seja da alçada dele, não é de exclusiva vontade da pessoa dele. Mesmo que ele esteja de jaqueta vermelha.

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