Outra Visão

O crescimento de 1,9% do PIB no segundo trimestre mostra que o Brasil saiu da recessão. Isso, do ponto de vista frio da economia acadêmica. Porém, há fortes distorções na gestão econômica que não foram consertadas. Perdemos uma grande oportunidade de reorganizar parte da estrutura da máquina pública, avaliar sua eficácia e abrir espaço para atração de investimentos privados produtivos de longo prazo, mas o governo preferiu trocar tudo isso por medidas periféricas compensatórias e reduções pontuais de impostos, que aos poucos retornarão ao patamar de antes da crise mundial. O Brasil entrava o seu próprio desenvolvimento mantendo um regime tributário sufocante com peso excessivo no contribuinte, que trabalha para uma máquina estatal inchada, altamente burocratizada e ineficiente. Os grilhões da corrupção mantém, também, o Brasil preso a uma casta política de pouca credibilidade e nenhum valor moral, que jamais permitirá um avanço maior sem saber exatamente se irão manter sob seus rígidos controles os avanços permitidos. É triste ver um país como o nosso de imensas possibilidades ser tutelado por grupos que, sem a menor vergonha, comemoram um crescimento pífio de 1,9%.

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