Acordo Itaipu II

As concessões de interesse se acumulam com as flexibilidades contratuais como aquelas da Bolívia, especialmente em época da recente eleição naquele país, quando, praticamente, pagamos a conta da conveniência de permanência indefinida do Evo Morales no poder. Lula assim pousa de bom moço, de estadista generoso, como, aliás, faz aqui, onde a sua Bolsa-Voto encontra respaldo e torna-se unção definitiva de sua figura, supostamente imperial, neste país grande e de certa forma, bobo.
Esta questão do Acordo de Itaipu é incrível, um verdadeiro caso da idiotia Latino América, um projeto conduzido entre ditaduras, com claro viés expansionista de pressionar a Argentina e que de maneira incrível, opera há trinta anos e ainda não se pagou, pois a dívida da hidrelétrica com o Tesouro Nacional daria, com segurança, para se construir outra Itaipu, ou mesmo, a UHE Belo Monte de porte semelhante e com pay back projetado de dez anos, no máximo.
A solução poderia ser melhor e a longo prazo, mas sabedoria não freqüenta um governo de oportunistas sindicalizados. Não seria melhor “ajudar o Paraguai” via decréscimo da enorme carga fiscal embutida na conta de energia elétrica? Ou, ainda, descaracterizar esta contabilidade fantástica estruturada no Tesouro Nacional e desonerar a sociedade brasileira?

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